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Arroz segue pressionado pela oferta e acumula queda de 42% em 12 meses

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Estoques elevados e safra recorde no Brasil mantêm preços em baixa

Publicado em: 11/09/2025 às 20:00hs

Arroz segue pressionado pela oferta e acumula queda de 42% em 12 meses

Foto: Paulo Rossi

O mercado de arroz continua enfrentando pressão devido à ampla oferta interna. Segundo o relatório Agro Mensal, da consultoria Agro do Itaú BBA, mesmo com a formação de estoques públicos pela Conab, os preços não encontraram espaço para reação em agosto. No cenário internacional, a tendência também foi de queda.

Cotações em queda no Brasil e no exterior

Durante agosto, os preços apresentaram breve recuperação no início do mês, mas voltaram a cair na segunda quinzena. A saca de 50 kg encerrou o período cotada, em média, a R$ 68,41, apenas 0,4% acima de julho. Já na primeira semana de setembro, até o dia 5, o valor caiu para R$ 66,09/sc. No acumulado de 12 meses, a desvalorização chega a 42%.

No mercado internacional, com a entrada da safra norte-americana, os preços também recuaram. O arroz foi negociado a US$ 258/t, queda de 18% em relação a julho.

Conab amplia apoio a produtores

Em agosto, a Conab negociou 109,2 mil toneladas de arroz por meio de contratos de opção de venda (COV), com preço fixado em R$ 74 por saca, praticamente toda a oferta disponível (110 mil t).

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No início de setembro, a Companhia anunciou um aporte de R$ 300 milhões para apoiar os produtores do Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão. A nova operação contemplará 200 mil toneladas da safra 2025/26 e será a terceira rodada do ano. A medida garante aos agricultores o direito de vender parte da produção, reforçando os estoques públicos.

Exportações firmes, mas insuficientes para equilibrar o mercado

As exportações se mantiveram em ritmo positivo em agosto, totalizando 152 mil toneladas, alta de 1% frente a julho. Já as importações caíram 19%, somando 91 mil toneladas. O saldo comercial foi positivo, ajudando a escoar parte da produção.

Apesar disso, o volume exportado não tem sido suficiente para equilibrar o excesso de oferta e sustentar uma recuperação mais consistente nos preços do cereal.

Safra recorde amplia pressão sobre cotações

O Brasil colheu uma safra excepcional em 2024/25, com produção de 12,32 milhões de toneladas, 16% acima da anterior (10,59 milhões). Esse crescimento, somado a estoques iniciais maiores e consumo estável em 10,5 milhões de toneladas, resultou em um superávit expressivo.

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Mesmo com avanço de 17% nas exportações, o excedente não foi absorvido. A consequência é um aumento projetado de 284% nos estoques finais, fazendo a relação estoque/consumo saltar de 5% para 20%. Esse cenário deve manter os preços sob pressão no curto prazo.

Perspectivas para a safra 2025/26

Com o cenário adverso, produtores já se organizam para reduzir investimentos na próxima temporada. A expectativa é de área plantada 6% menor, segundo o USDA, o que pode levar a uma produção 7% inferior em 2025/26.

Além da diminuição na área, há previsão de cortes no uso de insumos e ajustes no manejo. O quadro sugere desafios para os agricultores, que enfrentam preços deprimidos, estoques elevados e margens mais apertadas.

Oferta global também pesa sobre preços internacionais

No mercado mundial, a produção de 2024/25 foi elevada, impulsionada principalmente pela Índia. Isso contribuiu para maiores estoques finais. Para 2025/26, o USDA ajustou a estimativa para 151 milhões de toneladas de arroz beneficiado, 0,1% acima da previsão de julho.

Assim, a oferta abundante no cenário global deve continuar limitando movimentos de recuperação das cotações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de frango enfrenta pressão nas margens mesmo com exportações firmes, aponta Itaú BBA

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Relatório Agro Mensal indica queda nos preços, aumento da competitividade frente à carne bovina e riscos com conflitos no Oriente Médio

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Preços do Frango Caem e Pressionam Margens da Avicultura

O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de fevereiro, impactando diretamente as margens do setor, mesmo diante da redução nos custos de produção. Segundo o relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, o preço da ave inteira congelada em São Paulo recuou 3,4% em relação ao mês anterior, sendo negociado a R$ 7,20/kg, acumulando queda de 14,5% na comparação anual.

Na primeira quinzena de março, os preços seguiram pressionados. Apesar de uma leve redução de 1% nos custos de produção, houve nova compressão do spread da atividade, que caiu para cerca de 34%, refletindo o desequilíbrio entre receita e custos na cadeia produtiva.

Redução no Custo da Ração Alivia, mas Não Sustenta Margens

Os custos de alimentação, principal componente da produção, apresentaram alívio ao longo de fevereiro. Tanto o milho quanto o farelo de soja registraram queda de preços, contribuindo para a redução dos custos operacionais.

No entanto, esse movimento não foi suficiente para compensar a queda nos preços da proteína, mantendo as margens pressionadas e limitando a recuperação da rentabilidade dos produtores.

Carne de Frango Ganha Competitividade Frente à Carne Bovina

Mesmo com preços em queda, a carne de frango ampliou sua competitividade em relação à carne bovina. Isso ocorre porque os preços do dianteiro bovino seguem em alta, tornando o frango uma alternativa mais acessível ao consumidor.

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Na parcial de março, foram necessários mais de 3 kg de frango para equivaler a 1 kg de dianteiro bovino — um patamar 34% superior ao observado há um ano e 28% acima da média dos últimos cinco anos.

Exportações Sustentam a Demanda Externa

O desempenho das exportações segue como um dos principais pilares de sustentação do setor. Em fevereiro, o Brasil embarcou 427,3 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, o crescimento é de 4,5%.

Além do avanço em volume, o preço médio em dólar também apresentou valorização de 3,7% na comparação anual. Ainda assim, a variação cambial limitou os ganhos em reais, reduzindo o impacto positivo sobre a rentabilidade das exportações.

Entre os principais destinos, a maioria apresentou crescimento, com exceção de mercados relevantes como China e México, que registraram retração nas compras.

Aumento da Oferta Também Influencia o Mercado

Do lado da produção, os dados indicam crescimento na oferta. Os alojamentos de pintinhos em janeiro ficaram 3,6% acima do mesmo período de 2025, sinalizando maior disponibilidade de carne no mercado nos meses seguintes.

Esse aumento de oferta contribui para manter os preços pressionados, especialmente em um cenário de incerteza sobre o escoamento da produção no mercado externo.

Oriente Médio Eleva Riscos para a Avicultura Brasileira

O cenário internacional adiciona novos desafios ao setor. O conflito no Oriente Médio, região que responde por cerca de 30% das exportações brasileiras de carne de frango, aumenta os riscos logísticos e comerciais.

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A possibilidade de bloqueios no Estreito de Ormuz e a necessidade de redirecionamento de cargas podem elevar custos de transporte e prazos de entrega, afetando a competitividade do produto brasileiro.

Além disso, a incerteza sobre o fluxo de exportações pode resultar em maior oferta no mercado interno, limitando eventuais altas de preços.

Energia e Custos de Produção Voltam ao Radar

A escalada dos preços de energia, influenciada pelo cenário geopolítico, também impacta o setor. O aumento do petróleo tende a pressionar custos ao longo da cadeia produtiva, incluindo logística e insumos.

Com isso, o espaço para novas quedas nos custos de ração se torna mais restrito, enquanto o comportamento da safra de milho safrinha segue como fator decisivo para a formação dos custos nos próximos meses.

Perspectivas: Cautela Diante de Incertezas

O cenário projetado para a avicultura brasileira indica continuidade de volatilidade, com margens pressionadas e elevada dependência do mercado externo.

Entre os principais pontos de atenção estão:

  • Evolução dos conflitos no Oriente Médio e impactos logísticos;
  • Comportamento dos custos de ração, especialmente milho e soja;
  • Ritmo de crescimento da oferta interna;
  • Desempenho das exportações e variação cambial.

Diante desse contexto, o setor deve seguir operando com cautela, monitorando fatores externos e internos que influenciam diretamente a rentabilidade da produção.

Fonte: Portal do Agronegóciov

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