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Amazon é notificada pelo Procon após fazer promoção sem querer

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Amazon deu descontos não intencionais e cancelou compras
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Amazon deu descontos não intencionais e cancelou compras

O Procon-SP notificou a Amazon nesta quinta-feira (27), depois da empresa passar por uma  falha que permitiu o uso de cupons de descontos de forma cumulativa. Clientes relatam ter conseguido pedir produtos gratuitamente, mas o Procon se preocupa que muitos pedidos tenham sido cancelados.

O órgão de defesa do consumidor quer que a Amazon esclareça quantos pedidos de compra foram recebidos com os cupons cumulativos, por quais razões os pedidos foram cancelados e qual plano será tomado para tratar as queixas feitas junto ao Procon-SP e no próprio canal de atendimento da empresa.

A Amazon tem até o dia 31 de janeiro para prestar esclarecimentos ao Procon. Na terça-feira (26), depois do erro no sistema que levou a empresa aos assuntos mais comentados das redes sociais, a companhia disse que entraria em contato diretamente com os clientes afetados.

“Houve um problema em nosso site que foi rapidamente corrigido. Lamentamos qualquer inconveniente causado e entraremos em contato com os clientes impactados”, disse a Amazon, em nota enviada por e-mail.

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Nvidia desiste de comprar Arm em negócio que custaria US$ 40 bilhões

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Nvidia desiste de comprar Arm
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Nvidia desiste de comprar Arm

A tentativa durou um ano e meio, mas não deu certo: em nota divulgada na segunda-feira (7), a Nvidia confirmou que a compra da Arm fracassou. Se o negócio avançasse, a companhia americana iria desembolsar cerca de US$ 40 bilhões na operação. A desistência não teve nenhuma motivação financeira, porém. Na verdade, A Nvidia percebeu que seria difícil conseguir aprovação de órgãos reguladores.

Existia uma forte oposição ao negócio, desde o início. De modo geral, a preocupação era a de que a Nvidia passasse a dificultar o acesso às tecnologias da Arm. Essa posição foi defendida por companhias como Qualcomm, Google e Microsoft.

Mas as preocupações advindas de autoridades e órgãos reguladores de mercado tiveram mais peso, aparentemente. No Reino Unido, por exemplo, onde fica a sede da Arm, o governo chegou até a pedir uma investigação sobre o risco de o negócio prejudicar a segurança nacional.

Como a Nvidia é uma empresa com sede nos Estados Unidos, parecia que a compra poderia receber sinal verde por lá, mas a Federal Trade Commission (FTC), órgão americano que regula negociações comerciais, reprovou a aquisição por temor de que isso prejudicasse companhias rivais.

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De fato, muitas companhias são fortemente dependentes de tecnologias da Arm. Os exemplos mais notáveis são Qualcomm, MediaTek, NXP, Samsung e Apple — vale relembrar que os chips M1 são baseados em arquitetura Arm.

Tentando afastar as preocupações, a Nvidia declarou, mais de uma vez, que não só preservaria o modelo de licenciamento de arquiteturas da Arm para empresas em todas as partes do mundo como também poderia ampliar essas parcerias com a oferta complementar de tecnologias próprias.

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Mas o argumentos não convenceram. Com dificuldade de aprovação da compra em regiões como Estados Unidos, Europa e China, a Nvidia anunciou a desistência do negócio.

O que acontecerá com a Arm?

Apesar de ter sede no Reino Unido, a Arm é controlada pelo conglomerado japonês SoftBank desde 2016. O grupo deve receber da Nvidia uma espécie de indenização por rompimento contratual com valor de até US$ 1,25 bilhão.

Com o fracasso da operação, a SoftBank anunciou novos rumos para a Arm. O novo plano consiste em torná-la uma companhia de capital aberto. Uma possibilidade é a de as ações da empresa comecem a ser negociadas na Nasdaq até março de 2023.

Por sua vez, a Nvidia anunciou, como se quisesse deixar claro que o rompimento do acordo com a SoftBank foi amigável, que continuará licenciando tecnologia da Arm. “A Arm tem um futuro brilhante e nós continuaremos a apoiá-la com um orgulhoso licenciamento nas próximas décadas. A Arm está no centro da importante dinâmica da computação. Apesar de não sermos uma só empresa, faremos uma parceria estreita com a Arm”, afirmou Jensen Huang, CEO da Nvidia

Um efeito imediato do cancelamento da aquisição é a saída de Simon Segars do posto de CEO da Arm. O executivo era um grande defensor da venda da companhia para a Nvidia. Em seu lugar entrará Rene Haas, que cuidava da divisão de propriedade intelectual da Arm.

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