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Com livros reciclados, recuperandos de São Félix do Araguaia confeccionam artesanato como forma de ressocialização

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Da riqueza dos livros ao trabalho de reciclagem, para se tornar artesanato e enfim, ser instrumento de ressocialização. Assim, a Cadeia Pública de São Félix do Araguaia (1.150 km da Capital) tem feito valer a Lei de Execução Penal, que entre outras coisas, assegura a reinserção do recuperando por meio do trabalho.

Por meio da doação de livros didáticos e revistas, os recuperandos da unidade dedicam parte de seus dias à produção de artesanatos com estes materiais recicláveis, que vão desde cestas decorativas, bolsas e até mesmo fruteiras.

O projeto “Mãos que Criam” foi uma ideia da assistente do Sistema Penitenciário, Noemi Fernandes de Oliveira, servidora pública há 11 anos. Com o olhar atento à saúde dos presos, Noemi percebeu que muitos faziam o uso de medicamentos controlados. Como forma de diminuir a ociosidade e trabalhar a ressocialização, ela deu o pontapé para o projeto, que abrange 90% dos recuperandos da unidade. E percebeu a diferença na saúde dos internos.

Estes reeducandos são selecionados e, posteriormente, cadastrados como artesãos na unidade prisional. A partir daí, os produtos por eles confeccionados são catalogados e etiquetados. Parte do recurso arrecadado com a venda dos produtos – 60% – é repassado à família do recuperando ou a uma conta bancária do próprio preso. E o restante – 40 % – retorna ao Conselho da Comunidade da comarca de São Félix do Araguaia, para reposição de material (matéria prima) e para custear as despesas com a logística.

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“Este projeto visa proporcionar ao apenado capacitação para aprimoramento e ampliação de suas habilidades adquiridas na relação de convivência com outros reclusos, em específico no aprendizado do trabalho artesanal feito em papel (reciclagem de livros e revistas) e crochê (linhas e barbantes)”, explicou Noemi.

O diretor da Cadeia Pública, Jackson de Souza, destacou que o projeto é uma importante ferramenta de ressocialização da unidade e isso se deve também às parcerias firmadas.

“Para nós, este projeto veio contribuir de forma significativa, pois hoje um dos grandes desafios do Sistema Penitenciário é trabalhar a ressocialização e o retorno do privado de liberdade à convivência em sociedade. E é graças a parceiros como o Conselho da Comunidade e a prefeita Janailza, que se sensibilizaram e se tornaram parceiros do projeto”, disse o diretor.

Exposição

Foi por meio da parceria com a Prefeitura de São Félix do Araguaia, que os recuperandos puderam expor seus produtos durante a inauguração da Praça da Bíblia, ocorrida no último dia 19 de novembro.

Na ocasião, a prefeita Janailza Taveira fez questão de prestigiar o espaço disponibilizado à exposição dos produtos confeccionados pelos recuperandos.

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Lei de Execução Penal

A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) ressalta que o trabalho nas prisões tem como finalidade alcançar a reinserção do condenado, levando-se em conta a habilitação, a condição pessoal e as necessidades futuras do preso, bem como as oportunidades oferecidas pelo mercado.

Ainda de acordo com a LEP, a cada três dias de trabalho, o preso diminui pode diminuir um dia de sua pena. Além disso, a lei prevê ainda a remição por estudo e por leitura.

Fonte: GOV MT

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Ação integrada apreende carga de pasta base avaliada em R$ 14,3 milhões

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Mais de 608 quilos de pasta base e cloridrato de cocaína, avaliados em mais de R$14,3 milhões, foram apreendidos na BR-174 na manhã desta quinta-feira (27.01), em Porto Esperidião (322 km de Cuiabá). A ação foi um trabalho integrada do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) e Força Tática do 6º Comando Regional da Polícia Militar e a Polícia Federal.  Em menos de um mês o Gefron soma a apreensão de mais de uma tonelada de drogas em 2022.  

A apreensão ocorreu por volta de 7h da manhã, quando os veículos seguiram pela BR-174 deixando a cidade de Pontes e Lacerda sentido à Porto Esperidião. Durante a aproximação os policiais identificaram que se tratavam de dois veículos, sendo que um Hyundai Elantra que atuava como batedor e uma caminhonete VW Amarok, que transportava a droga.

Após abordagem os veículos, os policiais encontraram diversas malas carregadas com tabletes de entorpecente na cabine e na carroceria do veículo. Ao todo, foram 120 quilos de pasta base de cocaína, avaliados em mais de R$ 2,1 milhões e 488 quilos de cloridrato de cocaína e pode ser comercializada por mais de R$ 12,2 milhões.

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Os dois homens que conduziam os veículos foram presos em flagrante durante a ação e podem responder por tráfico internacional de drogas. Um dos presos já tinha passagem por evasão de divisa, tentando atravessar a fronteira com dinheiro não declarado. Os suspeitos, os veículos e a droga foram encaminhados a Polícia Federal de Cáceres (220 km de Cuiabá).  

Com mais esta apreensão, o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), já aprendeu mais de 995 quilos do entorpecente em ações conjunta com a Polícia Federal. Sendo que outros 272 quilos foram apreendidos em uma Toyota Hillux durante ação no município de Campo de Júlio (566 km de Cuiabá). Na ocasião, quatro homens foram presos fazendo o transporte da droga.

Além disso, os operadores de fronteira apreenderam outros 115 quilos de cloridrato e pasta base de cocaína em três ocorrências diferentes com o apoio da Polícia Militar. Sendo 16 quilos de cloridrato de cocaína em Pontes e Lacerda e 99 quilos de pasta base em Cáceres.  Ambos os municípios estão na faixa de fronteira com a Bolívia.

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Fonte: GOV MT

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