Homem negro é espancado até a morte em Carrefour do RS; assista
Publicado em 20/11/2020
Homem negro é espancado até a morte em Carrefour do RS; assista
Policia
Homem negro é espancado até a morte em Carrefour do RS; assista

Por Joel Teixeira

João Alberto Silveira Freitas, 40 anos foi espancado ontem (19) por um segurança da rede de supermercados Carrefour e um Policial Militar.

O crime ocorreu após uma discussão entre o homem, uma funcionária do supermercado, o PM e o segurança. A briga terminou na porta do estabelecimento em que João Alberto foi brutalmente espancado pelos dois homens até a morte.

Os agressores foram presos e respondem por homicídio triplamente qualificado. o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite disse que acompanha o caso, juntamente com a Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar.

O outro lado

Veja a íntegra da nota emitida pelo Carrefour sobre o caso

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.

A posição da Polícia Militar do RS

Imediatamente após ter sido acionada para atendimento de ocorrência em supermercado da Capital, a Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei. Cabe destacar ainda que o PM Temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos. A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a Instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral.

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