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Publicado em 14/11/2017
Exclusivo: Presidiários do Ferrugem em Sinop, teriam voltado a fazer greve de fome
A movimentação teria começado ontem (13)
Cotidiano
Exclusivo: Presidiários  do Ferrugem em Sinop, teriam voltado a fazer greve de fome

Por: Joel Teixeira 

Através de fontes, a reportagem do TV Notícias, recebeu a informação de que reeducandos da cadeia Pública, Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira conhecida como Ferrugem, estão entrando novamente em greve de fome. A manifestação seria por melhorias no atendimento médico, transferências e condições estruturais na cadeia. A maioria das reclamações é por causa da superlotação. Parte dos reeducandos que não quer aderir ao manifesto, estaria sendo pressionada pelos colegas de cela para os acompanhar na greve.  

No dia 06/11 a greve de fome foi anunciada, mas não se tem notícias sobre o fim da manifestação ou se ela perdeu forças. Várias unidades prisionais participaram do movimento: A Penitenciária Central do Estado (PCE), o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC) e o presídio feminino Ana Maria do Couto, em Cuiabá. Alguns presos da Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, Campo Novo do Parecis, Comodoro, Primavera do Leste, Sinop, Alto Araguaia, Cáceres, Água Boa, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Alta Floresta.

Em outubro, na PCE ( Penitenciária Central – Cuiabá ) 60 presos foram diagnosticados com tuberculose, suspeita-se que a contaminação é por causa da aglomeração dos detentos em local sem higiene e ventilação adequadas.

No Brasil, a tuberculose é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais.  À cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença. A tuberculose tem cura, o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde. Portadores de HIV, são mais susceptíveis à doença.

A Sejudh ( Secretaria Estadual de Direitos Humanos), disse que o fornecimento de remédios contra a tuberculose aos reeducandos doentes é de responsabilidade dos municípios. Segundo a Secretaria, novos médicos devem ser contratados para ampliar o atendimento no sistema penitenciário de Mato Grosso.

 

Recentemente, o Delegado Regional da Polícia Judiciária Civil, Sérgio Ribeiro, em entrevista ao programa “SBT Comunidade” em Sinop, disse que não se tem motivos para a greve, que as manifestações que aconteceram com a participação de familiares de presos, na BR 163, com queimas de pneus são a mando de organizações criminosas, para afrontar o “sistema”. Que a intenção dos reeducandos é “desviar a atenção da sociedade” para praticar fugas, como a que houve em Rondonópolis, na madrugada de sexta-feira dia (10). Bandidos explodiram o muro da Penitenciária Mata Grande e 32 presidiários fugiram. A polícia conseguiu recapturar parte dos fugitivos.

Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Mato Grosso é o 10° estado com maior número de presos provisórios, são 45,67%. Até Fevereiro deste ano, a Sejudh afirmou que havia 11,2 mil presos no sistema carcerário do Estado.

A nossa reportagem não conseguiu falar com a direção do presídio Ferrugem, até o fechamento desta matéria.

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