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Publicado em 11/11/2020
EUA batem recorde com mais 202 mil casos de Covid em um dia e 61 mil internações
O país é o mais afetado pela pandemia, com mais de 10 milhões de casos e cerca de 240 mil mortos.
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EUA batem recorde com mais 202 mil casos de Covid em um dia e 61 mil internações

Por G1

Os Estados Unidos seguem batendo recordes na pandemia do novo coronavírus. Segundo dados desta terça-feira (10) à noite da Universidade Johns Hopkins, o país superou seu recorde de novos casos diários de Covid-19, com mais 201.961 pessoas doentes, e também aumentou o número de hospitalizações de contaminados, com 61.694 internações.

O país é o mais afetado pela pandemia, com mais de 10 milhões de casos e cerca de 240 mil mortos.

De acordo com a “CNN” e o “The New York Times”, as hospitalizações estão sobrecarregando os hospitais e instalações médicas.

O recorde anterior de internações foi registrado em 15 de abril: 59.670 hospitalizações.

Atualmente, os EUA têm, em média, 1.661 novas hospitalizações por dia, mostram os dados da Universidade Johns Hopkins.

Os principais estados atingidos neste momento da pandemia são Texas, Illinois, Dakota do Sul, Ohio e Utah.

Os números são preocupantes porque aumentos nas hospitalizações são geralmente seguidos por aumentos no número de mortos.

O Instituto de Avaliação e Métricas de Saúde da Universidade de Washington, por exemplo, está prevendo mais 110.000 mortos nos próximos dois meses, caso o país não altere a forma de combate à propagação do vírus.

A velocidade no aumento no número de internações ocorre uma semana após a conturbada eleição presidencial, que levou o democrata Joe Biden à Casa Branca.

Biden, inclusive, já antecipou que seu principal foco ao assumir o poder será conter o avanço da pandemia no país e salvar vidas. Ele criou uma força-tarefa, defendeu o uso de máscara e disse que a vacina será de graça.

O conselho consultivo para o combate à Covid-19 anunciado por Biden tem entre seus integrantes uma brasileira: Luciana Borio, pesquisadora sênior de saúde global do Conselho de Relações Exteriores dos EUA, ex-diretora de preparação médica e de biodefesa do Conselho de Segurança Nacional do país e ex-cientista-chefe interina da FDA (sigla em inglês para Food and Drug Administration), órgão equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A equipe de especialistas em saúde pública vai aconselhar Biden, a vice-presidente, Kamala Harris, e a equipe de transição do governo para enfrentar a pandemia. O conselho consultivo será liderado pelos copresidentes David Kessler, Vivek Murthy e Marcella Nunez-Smith.

Em discurso na segunda-feira (9), Biden pediu aos americanos que usem máscara.

"Eu serei o presidente de todos os americanos, esta eleição acabou", disse ele, ao afirmar que é preciso ter união para derrotar o vírus. "Uma máscara não é uma declaração política, mas uma boa forma de unir o país."

A missão de Biden é bem diferente do rival republicano derrotado. Donald Trump defende a retomada de atividades e sempre desestimulou o uso da máscara.

Países europeus, que agora estão contabilizando 300 mil mortes por Covid, temem a segunda onda da pandemia e um aumento no número de doentes e mortos. A França vive outro período de "lockdown" e está até enviando pacientes para a Alemanha. Itália e Espanha recorreram a novos toques de recolher e impuseram restrições. A Alemanha e Portugal também endureceram as regras para enfrentar a crise sanitária.

´´G1/Globo``

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