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Publicado em 04/02/2019
Colíder manteve apenas 87 novos empregos em 2018
Um número pífio para um município rico
Ponto de vista
Colíder manteve apenas 87 novos empregos em 2018

Por: Jornalista Joel Teixeira

Segundo o CAGED (Cadastro geral de empregados e desempregados) em pesquisa para todos os setores, Colíder admitiu 2.265 pessoas e demitiu 2.178, manteve formalmente 87 empregados durante todo o ano de 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O município de Colíder, no Norte de Mato Grosso, a 648 km de Cuiabá, tem  3.038 km² e um pouco mais de 32 mil habitantes, vive do agronegócio, tem muito gado e já expande a agricultura mecanizada, mas vem sofrendo graves  déficits  na geração de empregos. Apesar de possuir um rebanho de  372.558 cabeças de gado, com aproximadamente 25% de gado leiteiro, segundo o INDEA (Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso), ter também um frigorífico capaz de abater até 1200 animais por dia e laticínio que industrializa a matéria prima local, Colíder estacionou economicamente.

O IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas ) aponta em seus últimos dados em (2016), um PIB ( Produto interno bruto )  de R$ 871.358,87 (x 1000)  e PIB per capta de R$ 27.128,23.

 

O município se destaca bem na Educação; ainda segundo o IBGE, em 2015, os alunos dos anos inicias da rede pública da cidade tiveram nota média de 5.8 no IDEB. Para os alunos dos anos finais, essa nota foi de 4.6. Na comparação com cidades do mesmo estado, a nota dos alunos dos anos iniciais colocava esta cidade na posição 27 de 141. Considerando a nota dos alunos dos anos finais, a posição passava a 43 de 141. A taxa de escolarização (para pessoas de 6 a 14 anos) foi de 97.2 em 2010. Isso posicionava o município na posição 66 de 141 dentre as cidades do estado e na posição 3382 de 5570 dentre as cidades do Brasil.

Se levarmos em consideração apenas a criação de gado para leite e carne, aproximadamente 80 mil cabeças de vacas leiteiras e 292.552 bois para abate,mesmo respeitando o tempo de criação e crescimento de cada animal, há uma geração de capital considerável que pode mover tranquilamente o município, sem contar os outros setores agrícolas e de bens e serviços. Em 2017 o total de receitas realizadas foi de R$ 85.006.000,00 já o total de despesas empenhadas chegou a R$ 74.655.00,00 que gerou um saldo de R$ 10.651.00,00 (IBGE).

 

O que faz Colíder permanecer nessa inércia, quando tem uma bolha econômica local favorável para o crescimento e a geração de empregos?

A resposta pode vir da Administração Municipal que ainda não formalizou uma sequência estratégica de ações e incentivos ao crescimento, ou seja, o dinheiro ocorre através das diversas linhas de produção, mas não é empregado na economia local e o que se arrecada em impostos pela prefeitura, através de órgãos oficiais de arrecadação e contribuições como o IPTU ( imposto predial e territorial urbano) mal cobrem as despesas administrativas do governo municipal, com folhas de pagamentos infladas e altos empenhos a prestadoras de serviços e aluguéis de imóveis. Para se ter ideia da gastança, as contas de 2017com a folha de pagamentos de funcionários estavam no vermelho e já chegavam a quase 53%, limite concedido pelo TCE
( Tribunal de Contas Estadual ) para o setor.

“Lição de casa”

Asfaltamento em áreas urbanas, reparos a meios fios, limpeza e manutenção geral, são ações básicas e não somam ao crescimento econômico do município. O que falta em Colíder é incentivo e buscas por investimento nas áreas de produção, prestações de serviços e industriais, em linhas uníssonas, fortificadas através de pacotes governamentais para projetos locais, estaduais e nacionais.

Falta aproveitar os bons índices na Educação para fomentar cursos de formações técnicas e preparar a mão de obra local para preencher as vagas de empregos que podem surgir através  de estratégias setoriais, todavia instituições de ensino técnico como Senac e Senai, tiveram suas portas fechadas por falta de entendimento com o governo municipal.

Em Colíder, a principal crise é a indolência do governo de Noboru Tomiyoshi (PSD) e Massahiro Ono. 

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