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Cinco vítimas, entre elas funcionários da obra, morreram na hora do acidente; outros 13 ficaram feridos

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Na tarde desta sexta-feira (16) um acidente no sudoeste do Pará, com uma torre de transmissão de energia elétrica, deixou seis mortos e mais 13 feridos, na comunidade de Bom Jardim, na cidade de Pacajá. A estrutura estava sendo construída pela empresa KS.

Cinco vítimas, entre elas, funcionários da obra, morreram na hora do acidente e uma chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Pacajá, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito ao dar entrada na unidade de saúde.

Ainda segundo a prefeitura de Pacajá, os feridos estão sendo encaminhados ao Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira, com leitos disponibilizados pelo Governo Estadual. Não há detalhes sobre o estado dos sobreviventes.

Lista com identidade das vítimas ainda não foi divulgada

Em suas redes sociais, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), lamentou. “Acabo de receber a informação de um acidente na obra da linha de transmissão da Transamazônica. Temos registro de óbitos e feridos. Minha solidariedade às vítimas e aos familiares”, escreveu Barbalho.

O governador ainda garantiu que o Estado está prestando toda assistência à prefeitura. “Corpo de Bombeiros e Polícia Militar atuam na área e as vítimas estão sendo encaminhadas aos Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira”, completou Helder Barbalho.

“O Governo do Estado está dando toda assistência ao município de Pacajá, que fica próximo ao local do acidente. Corpo de Bombeiros e Polícia Militar atuam na área e as vítimas estão sendo encaminhados para o Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira. – Helder Barbalho (@helderbarbalho) July 16, 2021

O Núcleo Avançado do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves de Tucuruí segue com a remoção dos corpos. A lista com a identidade das vítimas ainda não foi divulgada.

Estrutura faz parte do projeto da hidrelétrica de Belo Monte

A estrutura que estava sendo erguida faz parte de um projeto que leva energia elétrica da usina hidrelétrica de Belo Monte para o Estado vizinho, Amapá. O Estadão não conseguiu contato com a empresa responsável pela construção da torre.

A Norte Energia, concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, disse se solidarizar com os familiares dos trabalhadores mortos e afirmou que a empresa em questão não presta serviços à usina.

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Estudo aponta meio milhão de tuítes ofensivos à imprensa em três meses no Brasil

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Por Patrícia Campos Mello 

Levantamento da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e do Instituto Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio) registrou meio milhão de tuítes contendo hashtags ofensivas à imprensa em apenas três meses, sendo que 20% deles partiram de contas com alta probabilidade de comportamento automatizado.

Segundo o relatório, grupos de comunicação considerados críticos ao governo Jair Bolsonaro e jornalistas mulheres foram os alvos preferenciais no monitoramento realizado entre os dias 14 de março e 13 de junho de 2021.

A pesquisa monitorou as mais frequentes hashtags de ataque à imprensa no período: #imprensalixo, #extreamaimprensa, #globolixo, #cnnlixo e #estadãofake. Além disso, os pesquisadores mapearam episódios de assédio nas redes contra perfis de alguns jornalistas, como Maju Coutinho (TV Globo), Daniela Lima e Pedro Duran (CNN Brasil), Mariliz Pereira Jorge, colunista da Folha, e Rodrigo Menegat (DW News).

Segundo o levantamento, a quantidade de tuítes mencionando jornalistas mulheres foi 13 vezes maior do que aqueles que se referiam aos colegas homens. Em 10% dos tuítes estavam presentes termos depreciativos e palavrões como safada(o), vagabunda(o), puta(o), burra(o), ridícula(a), idiota, arrombada(o) e imbecil.

A incidência desses termos foi 50% maior quando direcionados às jornalistas mulheres, em relação aos homens.

De acordo com o estudo, o uso de contas automatizadas indica “mobilizações orquestradas com o objetivo de ampliar artificialmente movimentos de ataques à imprensa no Twitter”.

“A utilização de robôs multiplica o alcance nas redes em torno de determinados assuntos, criando uma percepção falsa de uma adesão maior do que a real a determinadas posições ao estimular artificialmente um efeito de manada”, afirma o relatório.

“A identificação de contas automatizadas também sugere que existem determinados atores com interesses políticos, recursos financeiros e capacidade técnica mobilizados para promover um ambiente de descrédito generalizado à imprensa nas redes sociais.”

O diretor regional da RSF para América Latina, Emmanuel Colombié, diz que “as críticas à imprensa são absolutamente normais, saudáveis e necessárias em qualquer democracia”. “Isso nada tem a ver com os movimentos organizados de ódio ao jornalismo que ganham intensidade no ambiente digital e em particular nas redes sociais.”

“O estudo demonstra justamente a escala avassaladora dessas campanhas que buscam apenas reforçar uma ideia simplista: a imprensa é uma inimiga e deve ser combatida. Quando essa ideia se instala em amplos setores da sociedade, ela se torna um mecanismo de intimidação e silenciamento mais eficiente do que os instrumentos explícitos de censura do Estado.”

Entre os dias 14 e 19 de março, Mariliz Pereira Jorge foi alvo de uma onda de ataques nas redes após a publicação de uma coluna na Folha crítica a Bolsonaro.

No mesmo período, Maju Coutinho foi atacada por um comentário em relação às medidas de isolamento social na pandemia.

Nos dias 6 e 27 de maio, Daniela Lima foi alvo de ataques por comentários relacionados à operação policial na favela do Jacarezinho e ao desemprego no país. O repórter Pedro Duran foi atacado nas redes após ter sido expulso de uma manifestação bolsonarista em 22 de maio.

E Rodrigo Menegat foi massivamente atacado no fim de maio após acusação falsa de ter hackeado o TrateCov, aplicativo do Ministério da Saúde com orientações a infectados pela Covid-19.

O levantamento avaliou questões como intensidade e volume total de menções às hashtags, interações e perfil ideológico dos usuários que fizeram uso das hashtags, grau de probabilidade de automação, teor de insultos e ofensas no conteúdo dos tuítes direcionado contra os jornalistas. Foi usado o PegaBot, ferramenta desenvolvida pelo ITS-Rio para detectar contas com alta probabilidade de serem bots.

Em 2020, a Repórteres Sem Fronteiras monitorou o discurso da família Bolsonaro —o presidente, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador Carlos—, de ministros, do vice-presidente Hamilton Mourão e da própria Secretaria de Comunicação Social da Presidência em relação à imprensa.

Juntos, eles fizeram 580 ataques, sendo 85% deles de autoria exclusiva do presidente e seus três filhos com cargos eletivos.

Apenas no primeiro semestre de 2021, a RSF documentou 331 ataques, partindo da mesma metodologia, considerando sobretudo agressões morais como ameaças, xingamentos e exposição de jornalistas e veículos de comunicação de maneira vexatória em declarações públicas, entrevistas e postagens em redes sociais.

O Brasil ocupa a 111ª colocação no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa 2021 elaborado pela Repórteres Sem Fronteiras, tendo entrado para a zona vermelha do índice pela primeira vez. Em 2 de julho de 2021, a RSF incluiu Jair Bolsonaro em sua lista global de predadores da liberdade de imprensa.

‘Folhapress’

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