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O mercado brasileiro de milho deve encerrar a semana com pouca movimentação nos negócios

Mercado brasileiro de milho deve encerrar semana com poucos negócios

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AGRONEGÓCIOS

Segue o impasse entre consumidores e produtores no que tange aos preços do cereal. O dólar avança frente ao real, mas o cenário de preços internacionais do milho aponta queda em Chicago, deixando os investidores na defensiva.

O mercado brasileiro de milho registrou preços estáveis nesta quinta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado permanece travado, com os produtores optando pela retenção, ainda aguardando as definições em torno da safra norte-americana. Nesse sentido, o relatório de Oferta e Demanda que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no próximo dia 12 será essencial, avalia.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 87,50 (compra) a R$ 90,00 (venda) a saca (CIF) para setembro. Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 87,50/90,00 a saca para setembro.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 80,00/84,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 78,00/82,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 84,00/86,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 93,00/95,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 75,00/78,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 70,00/R$ 75,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 73,00/78,00 a saca em Rondonópolis.

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CHICAGO

  • Os contratos com entrega em dezembro de 2022 operam com baixa de 2,75 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,45% cotada a US$ 6,03 1/2 por bushels.
  • O cereal chegou a subir 1% mais cedo, enfileirando a terceira alta consecutiva, por conta das preocupações com o clima quente e seco previsto para os Estados Unidos no decorrer do mês de agosto. Porém, passou a embolsar parte dos lucros acumulados. Na semana, a posição dezembro acumula perdas de 2,5% neste momento.
  • Ontem (4), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,02 1/4 por bushel, ganho de 10,75 centavos de dólar, ou 1,81%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,06 1/4 por bushel, alta de 10,00 centavos, ou 1,67% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

  • O dólar comercial registra alta de 0,61% a R$ 5,2540. O Dollar Index registra alta de 0,54% a 106.26 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

  • As principais bolsas da Ásia encerraram em alta. Xangai, +1,19%; Tóquio +0,87%.
  • As principais bolsas na Europa registram índices predominantemente baixos. Londres, -0,13%; Paris, -0,54% e Frankfurt, +0,01%.
  • O petróleo opera com volatilidade. Setembro do WTI em NY: US$ 88,57 o barril (+0,03%).
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AGENDA

  • Dados de desenvolvimento das lavouras no Mato Grosso – Imea, na parte da tarde.

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AGRONEGÓCIOS

Farelo de soja e milho do Brasil ganham mais espaço na China enquanto Nancy Pelosi desembarca em Taiwan

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Esta semana começa com foco sobre ambas as notícias, já que elas estão bastante relacionadas. Afinal, a ida de Pelosi tem sido condenada pela China e tida pelo presidente chinês como um “caminho sem volta”, o que faz analistas e consultores de mercado a alertarem para um descompasso ainda mais profundo na relação entre as duas maiores economias do mundo e impactar na demanda chinesa pelos grãos e subprodutos americanos.

“As exportações deste subproduto do Brasil para a China deverão ser intensificadas caso este conflito entre Taiwan e China também se intensifique, porque o lado norte-americano tem se mostrado um grande apoiador de Taiwan e a China, na contrapartida, já declarou que se houver interferência norte-americana nesta questão haverá consequências. Consequências que podem ser simples retaliações comerciais já observadas desde 2018 ou até medidas mais duras, geopolíticas”, explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira.

Assim, caso essas retaliações comerciais sejam efetivadas, o Brasil já estaria garantido como importante fornecedor de farelo para a China, podendo se tornar a principal origem do derivado para a nação asiática. Mais do que o farelo, o processo das importações de milho pela China poderia ser intensificado.

“Lembrando que o segundo maior consumo da soja brasileira se dá no mercado doméstico, ou seja, no esmagamento. Porém, metade do farelo já é exportado e com um adicional do comprador chinês teríamos mais do nosso grão não sendo só exportado in natura, mas processado e embarcado com direção à China. Isso é uma grande medida que se alinhou com os atuais interesses chineses, que têm tido muitas tensões com os americanos, e poderá concentrar mais ainda a demanda da China pelos nossos produtos, não só in natura, mas também derivados”, afirma Pereira.

Todavia, o mercado observa também o imposto sobre a importação de farelo pelo governo chinês que é de 9%, enquanto para o grão é de apenas 1%, o que acaba limitando a competitividade do subproduto importado.

“Apesar de permitir a importação de farelo do Brasil, o VAT (imposto sobre a importação) inibirá qualquer competitividade exterior com as indústrias locais”, acredita senior risk manager da hEDGE Point Global Markets, Victor Martins. “Esse mesmo movimento foi realizado em 2018, quando a China abriu espaço para a exportação de farelo da Argentina, que hoje é a principal origem exportadora de farelo do mundo, exportando mais de 50% do volume global”.

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E Martins lembra ainda que, apesar do acordo, a Argentina nunca embarcou, de fato, farelo de soja para a China.

Milho e farelo do Brasil X Nancy Pelosi

Embora as notícias sobre o farelo brasileiro podendo chegar à China em cerca de duas semanas, como declarou o ministro da Agricultura, Marcos Montes, em um evento nesta semana, tenham se intensificado, o paradoxo da viagem da parlamentar americana com a demanda chinesa pelos produtos dos EUA é ainda mais forte.

“É muito mais substantivo este paradoxo para o milho do que para farelo. A China é a maior produtora de farelo do mundo e não é deficitária em farelo, mas em soja grão e em milho. Inclusive, fechou um pacto com a Argentina em 2018 e não foi relevante. E se, em algum cenário, a China precisar importar farelo, será algo muito pontual, e que não conseguirá competir com o mercado local porque isso tornaria as margens de esmagamento negativas”, explica o senior risk manager.

Com isso, ele afirma ainda que o que poderia ser importado pela nação asiática de farelo brasileiro seria insuficiente para impactar a balança brasileira e os resultados. Com uma produção nacional de cerca de 34 milhões de toneladas do derivado, 50% se destina à exportação e 50% para o mercado interno. Assim, “deste montante que iria para a China não aumentaria nem 20% o volume que seria exportado de farelo pelo Brasil. Já há um destino ?´muito interno?´ e não se consegue dobrar a capacidade de esmagamento de uma indústria só porque a China está comprando”, diz o analista de mercado.

Ainda assim, a abertura do mercado do gigante asiático para o produto brasileiro é uma conquista importante e uma sinalização política também relevante para o atual momento das relações China x EUA. “O farelo brasileiro chegando à China foi um grande feito do lobby feito pelo governo brasileiro, que tem sempre lutado pela nossa classe”, afirma Matheus Pereira.

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Para Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities, as relações comerciais entre os dois gigantes poderiam, de fato, voltar a ficar bastante comprometidas, o que faria essas possibilidades para o farelo serem ainda mais uma abertura de portas para o milho brasileiro. A análise é compartilhada pelo consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, que projeta as compras chinesas no ano que vem entre 25 e 30 milhões de toneladas do grão.

Segundo ele, o cereal brasileiro já poderia começar a ser embarcado para a nação asiática já a partir de outubro. “E é importante começarmos a exportar esse milho a partir de outubro porque a partir de dezembro eles começam a puxar milho dos EUA que já compraram da safra que esta, então teremos uma janela de outubro a dezembro boa para embarcar muito milho para a China”, acredita o consultor. E todo o processo poderia se intensificar diante desta crise política entre China e Estados Unidos.

Ao pousar em território taiwanês, Pelosi emitiu um comunicado dizendo que “a visita de nossa delegação do Congresso a Taiwan honra o compromisso inabalável dos Estados Unidos em apoiar a vibrante democracia de Taiwan”, do mesmo modo, como informaram agências internacionais de notícias, a China teria anunciado a realização de testes de mísseis a partir da noite desta terça, além de Pequim ter anunciado, entre 4 e 7 de agosto, exercícios militares ao redor da ilha.

Logo na sequência do pouso de Pelosi, o Ministério das Relações Exteriores da China emitiu um comunicado dizendo: “A China tomará todas as medidas necessárias para defender resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial, e todas as consequências devem nascer dos EUA e das forças de independência de Taiwan”.

Ainda segundo Vanin, a figura de Nancy Pelosi “não é bem quista na China, que carrega o movimento pró-democracia e isso fere a questão do poder do Partido Comunista da China”, diante de ações já realizadas por ela, como um encontro com o Dalai Lama, no Tibet, que também vai contra a soberania da China.

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